Wednesday, November 30, 2005

A desmistificaçao do futuro enquanto manifestaçao metafisica do estatuto omnipresente do DJ Portugues

Depois da elaborada dissertação de hoje à tarde do meu caríssimo Scar sobre a nova e interminável série de compilações de origem e manufactura lusa (Fabric watch out!), só me apetece, de facto, cagar, o que farei enquanto penso nos Dezperados, fazendo com que os meus intestinos se revolvam num àcrido grito de desespero, qual jacto de mangueira de carro dos bombeiros em modo Charlie and The Chocolate Factory.

Dalila, na casa de banho.

Tim Tim

A gente não censura comments. A gente apoia o Super Mario, mesmo apesar de verdinho.

A gente gostou foi do Tim. Oh Tim, volta sempre que quiseres.

kick-kick-kick-kick

Dalila, in a minimal mood.

Tuesday, November 29, 2005

Com Pila (São Murka)

Num destes dias procurava alguma coisa p'ra ouvir n'o meu Gadgetmobile. Fui ao site da Fnac ver o que se encontrava por aí, e entre o novo Fabric do São Carlos Craig, e o aglumerado musical do Rui Murka, decidi a(poia)r o produto nacional, pelo que fui imediatamente à Mula sacar o último, p'ra que tivesse com que me entreter, na minha ida ao peep show.

Quando coloquei o fruto piratado a girar no meu Alpine, bateu-me o meu erro. O Rui Murka já tem mais compilações no currículo que eu tenho detenções no cadastro (normalmente por assédio). Lisboa Gare, Moda Lisboa... agora este novo "Dancefloor Directions". Tudo pela mesma "editora", que com tanta legitimidade patrocina a música de circunstância, com a distribuição dos Buddah Lounges, e Brasilectros... como dá a este cavalheiro dois tachos por mês, p'ra colocar neles os discos que comprou nas semanas que antecederam a proposta. Ou pelo menos assim parece!

Esta reincidencia parece-me mais do que sintomática do problema central deste estagno panorama: no nosso petit país, mais interessa é a pinta e o mediatismo que se acarreta, em detrimento do verdadeiro acto criativo. Na verdade, neste meio dito "Iluminado" ou alternativo, pouca gente, senão ninguém (tirando a trupe do Kalaf) produz, e faz currículo no mais legítimo manifesto artístico possível - a composição e finalização de temas originais.

Ao invés, dá-se a tarefa suja de compreender um mercado complicado, e seleccionar os temas mais audíveis num jantar de executivos, em pano de fundo, sempre ao mesmo gajo... Que tanto faz a coisa pela alternativa interessante e pessoal (como no irreprodutível Lisboa Gare), como assume a gaveta do consumidor desapaixonado que só procura algo para ouvir enquanto cozinha um Quatro Salti - Cooltrends.

Nesta última colectânea, até à data da redacção deste texto (pois certamente já terão saído mais oito, quando o inestimado leitor atravessar olhos neste texto), "Dancefloor Directions", a música parece uma monótona consequencia do ambiente confuso que as opções estéticas dos DJs e jornalistas estão a sub-ramificar. Ora numa série de homenagens a cena neo-disco, ora na já habitual referência a Detroit (que por tantos anos esteve acessível a todos, mas que só agora parece ter um mínimo de reconhecimento), o futuro que é tão publicitado, parece não estar assim tão sugerido na selecção - que não deixa de incluír momentos de pura seca.

Até a teoria da evolução nos diz que é na variedade e imprevisibilidade que reside o sucesso, mas o "nosso" problema sempre foi haver pouca variedade e é com esta passividade com que os macacos permanecem nos galhos que vagueamos, sufocando a novidade que nos daria alento.

Bom, dito isto tenho apenas de dar as boas vindas ao Super Mário - que escreveu o post na Clínica de Desintoxicação da Boavista... adorei o "Piss Glass" :D

Diagnósticamente,
Scar, o Clínico Geral

Monday, November 28, 2005

Mario Desvirginado

Oix, prmitam-me a mim proprio q me aprsente a ... mim proprio. Xou o Super, super, super Mario. O maix recente e mortifero agent infiltrado d'a sociedad + secreta d Portugal - o "Fratricida". Ah pouco tempo axeitei o dzafio d excrever pra est amontoado d xcremento literario, d parca ou neñuma cualidade. Perdoem xe n perxebem o meu portugues, ms tou dmasiado habituado a trocar sms's c as miñas bixas amigax.

Para a miña primeira invxtida no anus nocturno do Porto, a miña pelvis vai gañar balanxo na foz, a noit comexou c a prliminar abjecta - um caféjito no Bazaar q se transformou num dzastre. Aparexi as 23.30, e ambienteime c aquelax estranhax paredex brancas, reminesxentes d uma morgue... dpx d ter ultrapassado as 1as vertigens, encoxtei-me a parede e arrotei - a "Porta da Ravessa" já dava sinais d xer uma excelente pomada. Nada mlhor q pdir uma bodka no bar, pa garantir o maximo xtrago.

Ah mdida q engulia a bodka, o sistema d xom comexava a parecer minimamente tragavel, deixava d parecer o tranxistore c q o meu tio coxtuma ouvir os relatos d' "Fernaum Ferrense" contra o "Dxportivo d Alcoitão", e assemelhava-se - com o bater do álcool - a uma massa xonora indixtinta e incompreexivel. Todos devem ter extranhado q eu tava a danxar fora do ritmo, pq c um xom dakeles, eh impossivel manter noçao do paxo da mujica, expexialmnt dps dos 3g d sangue por litro d'alcoole.

Cm n parava d buber, as caras dos q me rodeavam pareciam multiplicarse por 4. D repente pensei tar num labirinto d hidras, xaídas da mitologia grega. N faxo ideia d kem tava a seleccionar mujica... pq qdo tentava olhar, só via um precipicio branco. Axei q tava na altura d deitar fora o excexo. Fui gormitar.

Na caja d bañu, enfiei a froña na xanita, xeia d goticulas d mijo nas bordas... ms sem pena, expulsei o demonio etilico do meu corpo, enquanto rejava um amen. Limpei a nhanha do canto da boca e mandei uma mija pra dentru do copo q tinha na mao. deixei-o a flutuar na xanita... n xei pq, parexia-me uma optima instalaçao artistica. Piss Glass.

Saí e a festa parecia anormalment rija, o dj tocava vinilo, e tinha uma trupe d coleguinhas a animarem, se bem me lembro, o som incidia mto sobre o Disco clássico, e as mixes parexiam bem conxeguidas. Pelo menos, jah era capaz d danxar ao tempo da mujica. Se tiver d dijer mal d alguem... terah d xer do somítico do dono - ou donos - q com esta merda aberta ha tto tempo, ainda n dexidiram substituir akela home hifi da sony por um soundsystem com tomates... ja q'as bubidas xao tao caras, o minimo q xe podia fajer era dar condixoes ao publico,fodax.

Tiv d abandonar o barco pq ja me xaturava ax narinax,akele xeiro a prfume d tiazorra, mixturado c o axpeto execravel c q os xolteiroes se davam coñexer às supra-menxionadas. Dexidi ir ao Chic. Meti-me no taxi, e xeguei a xalvo ao dstino, n sem q antes me regorjitass novament nos estofos d cabedal do mercedes - o q me rendeu uma tareia do taxista. Por mto q keira, nem todos viram o "Esquadrão G", pa se saberem comportar na presenxa dum panila alcoolico. Lembrei-me do ultimo episodio dexta serie d eleicao, em que a trupe d rabetas vasculhava a mala d cds piratados da vitima,um cabeludo d barba - pa variar. N tardou a q metessem o lendario tema da decadencia - "Geht's Noch" do tal Flugel - a tocar na aparelhagem da xala. Adorei o comentario "pensas q tax no lux a danxar na coluna"??

Adiante... dpx d limpar o mixto d sang e vomitado da minha "cotton mouth", dirigi-me a porta do Chic. Onde me pediram 450 euros p entrar. Perguntei xe um bóbó n me garantia presenxa, e levei mais uma traulitada na boca. Se n foss taum a favor d praticas S&M, ate teria desgustado, mas o porteiro n fex ideia d qto adoro ter enormes e espadaudos homenzarroes a espezinharem-me a boca com botas d exerxito.

Era altura d dar azo a miña morbida curiosidade, fui ao 31 ver o ritmo com que o espaxo se deixava precipitar no vazio do nada. Pra meu belprazer, o espaxo mantinha-se vazio as 3 da manha, mas mmo axim, massacrants ritmos minimais ecoavam pelo marasma espacial do clube, sem aquecer nem arrefecer a esparsa assistencia. Boa, Rui... qto mais levas, mais goxtas de levar...

Penxei encontrar algo diferente, mas afinal, ah coijas q xao dmasiado prvisiveis. Fui comer um burrito a uma roulotte, o q me deu gazes. Cm chovia, arroxei no carro a espera d mlhor ocasiao. Qdo tempo permitiuh, estacionei em frente ao Industria, a procura d ver como o incontornavel Vargas entrtiña a hode d putos bimbos q se dissolvida em magotes d pseudo-fashions e soccer-moms pastilhadas. Cm seria d esperar, ng se mexia. A pista era um amontoado d almas inamimadas, arrantando os pes a uma sequencia mortiça e desinteressante d temas minimais, vulgares, tods os prsentx tavam convencidos q ouviam o cutting edge da criatividd humana, no q toca a criaçao mujical, recorrendo a makinas. Cm me xentia maio trocaduh do burrito, dexidi peidar-me desavergoñadamt, pa abrir uma clareira, q me dess algum espaxo pa cambalear, e ao mmo tempo pa contrariar o pivete a perfume. A decadencia deu-xe c um pobre momento d loucura, qdo mais uma remix d Tiga abardinou o ja fraco nivel musical do set... trance is finally out of the closet? Fuck, say it isn't so!...

Penxo q adormexi em xima de uma das mezas... pq acordei c um encontraum duma pita doida, a tirar o top pro vargas. Deu pra tstemuñar o fim da noite... uma seleccao estranha e pouco compreensivel d temas nao-mixturadox, q fariam mt maix xentido no meio d1 set. Ax pessoax pouco ou nada reagiam, e a coixa ficou-xe por ali. Deprimido, contemplei o suixidio... n ha critica? mais uma noit perdida, q podia ter paxado a fajer crochet em caja... em vez disso, dilatei a ulcera ainda mais. Espero q o meu proctologista e o meu estomatologista nao se encontrem pa concluír quão rapidamente os meus buracos se dilatam.

Por hj é td... xinto-me meio em baixo, vou xeirar um traxo.

Super Mário

Tuesday, November 22, 2005

Ave Tiago, ou Um Fim de Semana do Caralho

Pois' é. De vez em quando até nos surpreendemos. E concluímos que até temos mau feitio quando queremos. Mas a verdade terá que ser dita a alto e bom som: este foi provavelmente o melhor fim de semana do ano em Lisboa, no que respeita à quantidade e qualidade das festas que se passaram na ala lisboeta do clubbing nacional.

Quinta-feira prometia, bastante! O dub mais profundo, Jamaica via Hardwax/Berlim, ameaçava engolir a própria escuridão do piso de baixo da catedral de Sta. Apolónia. E assim foi. Maurizio e Ernestus acompanhados do majestoso Paul St. Hilaire, ou em modo ménage-à-trois Rhythm & Sound feat. Tikiman, revolveram as entranhas mais escondidas de todos os presentes num set de pelo menos 2 horas onde se deu lugar ao débito sucessivo de discos 7 polegadas que faziam tremer as colunitas da casa, com os seus subgraves de meter medo ao engenheiro de som do George Lucas. O registo era exponencialmente obscuro e induzia ao trance mental, e quem se deixou levar, como eu, não lhe é permitido lembrar de muitos pormenores... Uma certeza: uma noite assim no nosso beloved Lux, já há muito tempo que não acontecia (Villalobos, Fevereiro, anyone?). Encontrei o caríssimo Nuno Branco, que obviamente, não estava a perceber um corno do que se passava, e fazia birra dizendo que era tudo uma grande seca, por isso mandei-o ir apanhar no rabinho (o que ele, certamente, adora, e por isso foi).

(Nota: foi claramente observável a popularidade de que a vertente reggae/dub disfruta hoje em dia na capital, junto do meio beto-pseudo-fashion-surfista, que, vendo-se sem ouvir os hits de Gentleman/Bob/inserir qualquer nome de produtor de reggae chunga comercialóide que se ouve nos bares de Cascais, rapidamente bazou da pista. Ainda bem. O que ainda não percebi foi porque meteram o sou-dj-há-3-dias-e-eu-próprio-não-sei-porquê-(ou-até-sei-mas-parece-mal-dizer)-Dexter a tocar a seguir a um live act como aquele. Enfim, mais uma partida que o malandreco do programador schizo nos pregou. Vê lá se andas a tomar os comprimidos que o médico te deu oh Padre Frederico!!!)

Sexta a coisa continuou em alta, musicalmente. (In)felizmente não tive oportunidade de visitar a catedral das Taipas, tal como me tinham pedido, mas a verdade é que já assisti às màs prestações de um certo Kid Loco por duas vezes e não me apeteceu repetir a dose. Perdoem-me a promotora e o Mr. Manaia, mas parece-me que está na altura de elevar as coisas a um patamar mais alto. Assim, a festa começou cedo num outro sítio que normalmente abominamos aqui no Fratricida: no Op-Art, onde tocavam os querídissimos Anthony Millard, Rui 31, John Sooshi e o convidado especial Fabrice Lig (avé), na festa do 5º Aniversário da INFILTRATION. Oh não, já começo a soar a uma certa Tânia, apresentadora de um certo programa de televisão (aquele-de-quem-não-falamos). A noite? House, Techno, Electro (a sério). ELECTRONIC FUNK do melhor gosto, possível e imaginário. Clássicos de outrora, discos do momento, pura energia em forma musical. De Mr. De a DJ Assault, de Underground Resistance a Juan Atkins, de Carl Craig a Derrick May... era um atrás do outro. Foi certamente mais um daqueles momentos onde espaço, tempo e mente se fundiram graças às linhas condutoras de um Detroit do passado, do presente e do futuro. E até o Sr. 31 nem esteve muito mal. Parabéns a todos pela festa... E tragam o Fabrice mais vezes.

Apesar de correr o risco de um ataque de cirrose multi-condicional-instântanea (uma nova vertente patológica originária do Sri Lanka), eram 11 da noite e encontrava-me a jantar com Dalila, acompanhados de um Esporão 98, algures num restaurante modinha do Bairro Alto, um daqueles que só ela conhece, por ser uber-fashion. Esta noite, a última do fim-de-semana alucinante, avizinhava-se calma. O que não se confirmou.

O início da polémica deu-se com a sempre traumática visita ao maior sarcófago lusitano - o Capela. Ao som de clicks frenéticos debitados por um qualquer anónimo garbage converter, que mais parecia o Avô Cantigas num curso do Zé Mig.L, eu e a mortífera femme Dalila iniciámos a decadência com um full house de shots que incluíram caudas de lagarto e olho de morcego. De facto, a única coisa boa nesta toca de óculos de massa.

Em seguida, fomos à Mecca da rabichulagem... isso mesmo, aparecemos num clube que devia mudar o nome para "Passagem do Terror". Falamos do assim-chamado Frágil.
Passar por entre as hodes de larilas enraivecidos foi tão ou mais traumático que um jogo d´"o corredor da morte". A Dalila teve de por as maos nas minhas partes íntimas e o dedo indicador da mão direita no meu olho do cú, p´ra evitar que qualquer intruso falo me atravessasse o esfíncter, transformando-me numa florzinha anal. Foi nesta altura que o trauma começou a assentar e foi-nos possível, entre as lágrimas de pânico (por sentir que para saírmos daquele pestilento antro de pecado, teríamos de simular um coito heterossexual), que a música começou a afirmar-se... um tal de António Alves erguia-se sobre os pratos e lá empurrava pela garganta das gargantuas, uma justa dose de disco/house/techno subtilmente cruzados e repletos de alma, cruzado com clássicos inesquecíveis... de facto, este espaço conjuga o Yin e o Yang - melhor música com pior grelo - do tipo que tem pelos... all over...

Em seguida, depois de aguentar tanto quanto possível, seguimos pró Mosteiro dos Apolónimos, à procura de mais uma sequência interminável de sonoridades que fizessem lembrar um dj set de Monthy Python... contudo saíu-nos o tiro pela CUlatra. Raios partam... se "fair is fair" há que mandar um qualquer Bispo condenar o Tiago Miranda à fogueira - um gajo que toca assim só pode ser demónio, bruxo ou sacerdote da Maçonaria. Nunca vi acid house dizer olá ao reggae antes, pelo menos sem ser na ZDB num qualquer concerto de meter dó... nem o techno de Detroit me pareceu intimar tão bem com o rock... Alguem beatifique a mãe deste génio. Avé Tiago! (nem acredito - estou a apreciar algo... devo estar com caganeira)

Na pista de baixo não se estava mal... (foda-se daqui a pouco parecemos o "+ noites")... Pedro Ricciardi e Zé Pedro "Às-tantas-até-consigo" Moura sequenciavam uma massa sonora que englobava toda a role clássica do hollywood actual (Tirk, Bear Funk...), até se safaram - não sem que o massiço bolão deixasse de ser encaixado no puzzle, de quando em vez. Não nos podemos queixar muito... já vimos tão pior!

Assim.... e para todos os caga-tacos que nos acusam de sermos incapazes de apreciar seja o que for... aqui fica o nosso esforço. Quanto as evidencias não nos permitem destruír, não podemos senão admitir o bem feito. Mesmo que isso nos dê cólicas.

Sacramentalmente, Scar

Monday, November 21, 2005

Yohoo

Hahahaha. Pensavam que tinhamos desistido. Não.

Estamos de volta.

Pedimos desculpa aos nossos amigos e inimigos pela ausência demorada, mas o blog teve de atravessar algumas transformações estruturais, sendo que a principal foi a inclusão de um novo membro, do norte do país!

Senhoras e Senhores, batam palmas para o Super Mário!!! Agora sim, o escárnio e mal-dizer poderá acontecer a um verdadeiro nível nacional. Super Mário, get ready for the action.

Até já!!!
Dalila, a Rejuvenescida

Monday, November 14, 2005

Alguns esclarecimentos...

Agradecidos fãs:

Muito obrigado pela formosa quantidade de e-mails que recebemos nas últimas 24 horas a felicitarem-nos pelo trabalho desenvolvido no último mês. No entanto, convém-nos aqui dizer que será da vossa sábia compreensão que não poderemos responder à vossa pergunta unânime: "Mas afinal quem são vocês?". Isto pela simples razão de que, já em anonimato corremos o risco de sermos metralhados à porta de qualquer clube português, quanto mais se revelássemos a nossa identidade! (Provavelmente seriamos cortados em postas e vendidos como coelho no Jumbo mais próximo). No entanto, de forma a apaziguarem algumas dúvidas que teimam em latejar no vosso cérebro nos vos deixando dormir descansados, poderemos revelar alguns factos verídicos sobre nós, Dalila e Scar:

a) Somos ambos da capital, Lisboa;
b) Temos ambos mais de 28 anos;
c) Sou Professora Universitária, e o meu amigo Scar é pescador nos tempos livres;
d) Não somos DJs;
e) Não somos jornalistas;
f) Nem lemos a Danceclub com frequência;
g) Não temos nada de pessoal contra os nomes que aqui mencionamos;
h) Não comentamos os nossos próprios posts, isso é convosco;
i) Não somos responsáveis pelos comentários feitos aos nossos posts (apenas procuramos moderá-los, de forma a evitar SPAM);
j) Abominamos Áuzzz Tribál;
k) Temos contas da Netcabo enormes porque passamos o dia a fazer downloads no Soulseek (mas isso também vocês DJs leitores);
l) Entramos à pala nos maiores clubes portugueses;
m) Temos CONNECTIONS;
n) Não somos amigos do Paulo Roque;
o) Viemos para ficar;

Assim sendo, continuamos à procura de um correspondente do norte, quem sabe até, um local hero....

Beijinhos da vossa blogger favorita,
xxx
Dalila, The Woman

Suplicas Tripeiras

Uns certos Local Heroes do norte do país pediram-me encarecidamente, em privado, para deixá-los fazerem-me um bico. O que eles não sabem é que eu não me chamo Mário...

lol.

Scar, o Apetecido

Sunday, November 13, 2005

Quest for the Underground

A pedido de várias famílias, amigos, e inimigos, começaremos brevemente a analisar alguns dos clubes que consideramos fazerem parte do "underground" português, clubes esses que até se esforçam para fazer alguma coisa decente (ou não), em oposição a grande parte das casas nocturnas que se mantêm no limbo da má Auzzzmiuzik. Assim, passarão por aqui e serão escrutinadas até ao último pentelho algumas casas como o Clube Mercado, o Mood, o Velvet, o Frágil, o Fluid, o Op-Art, o Clube da Esquina, o Jamaica, a Bicaense, o Capela, o Estado Líquido, o ADN, o Clinic, o Via, o Indústria Porto, o Bazaar, o Trintaeum, os Maus Hábitos, o Passos Manuel, o Hard Club, o Triplex. Gostaríamos, para isso, de encontrar um aliado nortenho, alguém que more no Porto, seja frequentador da noite, que perceba de música, que saiba escrever, escarnecer, corroer e mal-dizer, e acima de tudo, QUE NÃO SEJA DJ (por razões óbvias). Os candidatos passarão por rigorosos processos de selecção, que poderão ou não incluir (ainda estamos a decidir) uma rectoscopia feita pela minha querida Dalila, com o objectivo de descobrir algum tipo de sonda anal que transmita dados ao inimigo.

Se preenches estes requisitos, e não és de confiança, manda um e-mail para:

o_fratricida@hotmail.com

Flame-mails e mais sugestões de clubes a analisar, serão sempre benvindas para o nosso mail.

Let the quest begin!

Scar, o Mamado

Sr. Richards,

Sr. Richards,

Espero que tenhas a noção que só foste convidado para ir ao Lux para ver se eles se abocanham a uma noite no Fabric. Não vás na cantiga! Mantém lá os teus amigos high-profile e edita os teus cdzinhos fantásticos, pra merda já basta aqui em Portugal.

Abraços
Scar, the Evil One

To: Mr. Richards

Mr. Craig Richards,

While I deeply admire the extraordinary work you have been doing as the programmer of one of the best clubs in the world - Fabric -, supporting everyone, from the most underground acts in the hip-hop scene like Madlib and Co. or the best of the dutch electronic disco scene like the Clone crew, to the en-vogue techno producers-du-jour like Villalobos, Richie, Mayer et all, or the god-likes of Juan Atkins, Carl Craig or Rolando, I must say that I was expecting a lot more from your set last friday, in Lisbon's-let's-make-a-MTV-party-and-bring-the-2-Many-DJs-once-again Lux. Someone who has the musical knowledge to invite such diverse acts to play at the club he programmes, should translate that knowledge in the form of a 3-hour fantastic trip through the realms of electronic dance music. Therefore, I was expecting more than the latest minimal-ubercoolisch tunes mixed with a bunch of boring remixes by Ivan Smagghe and two or three obligatory classics. Still, I must admit that your set must have been a kick in the arse for some "P"eople, showing how you guys do it nowadays, London-style. I hope you consider my words, and when you come back, you'll do it again, but just in better fashion.

Thank you for reading,

Dalila
http://fratricida.blogspot.com

Saturday, November 12, 2005

The Double Bill

Depois do fluido jorro de emoções do último post (que ainda dá cartas nos comentários), mais umas linhinhas amigas sobre mais uma nova aventura na terra da azeitólândia, vulgo, a noite lisboeta.

De novo, a esquizofrenia incontrolável veio ao de cima fazendo com o nosso programador preferido da catedral de St. Apolónia tivesse mais uma vez a genial ideia de confundir o tio de 40 anos que permanece no piso de cima da casa e que não percebe porque é que a música soa exactamente igual à do piso de baixo (talvez com uma ligeira distorção nos graves). Por isso, decide piscar o olho ao tio mais próximo e passado 20 minutos estão os dois na casa de banho a fazer sabe-se lá bem o quê. Nuno Rosa, o nosso Desezperado menos preferido, divertia-se a massacrar o público com os últimos discos de Schranz-Massacre-Death-Gothic-Techno-Rock, ou lá como é que o estilo se chama a esta hora, público esse que até estava ali para ouvir a MTV Night Session que a nossa amiga Yen tanto adora fazer (nós amamos quando ela toca o Snoop). Manuel Calapez (perdoem-me mas não faço ideia quem seja) ajudava Nuno a elevar as coisas a outro nível com a versão ainda mais shouty-punk-rock da 'Satisfaction' dos Who Made Who, numa memória (já esquecida) de laivos felinos originários do Porto. Enfim, entre os Speichers que fazem lembrar um coro de moto-serras em modo Desperate Housewives e o neo-trance monótono dessa linda terra que é Colónia, a variedade não era assim tanta, por isso decidi despachar-me e ir para o piso de baixo, ou tornar-se-ia impossível controlar os impulsos de vómito que começava a sentir.

O corredor preto, as pessoas bebadas, a janela, os candeeiros, a pista de baixo. Manu... irmão... não acho recomendável dares-lhe tanto no E antes de começares a pôr discos, porque assim nunca mais acertas o pitch decentemente. Ao menos um disco de Luciano, pensei, em contraste com o Texas Chainsaw Massacre de cima, soou-me divinal. É então que a minha noite se ilumina e encontro a minha blogger preferida: "DALILA!!!!". Corri para o outro lado da pista, "corri" haha, as if possible, e encontrei-a divinal como sempre, com o seu grupo de babes impossível de resistir, a que nenhum macho e fêmea fica indiferente quando as vê entrar, por meterem debaixo de seus mules qualquer corrência feminina possível e imaginária que entre na casa. No entanto, por esta altura o whisky começava a bater e devo confessar que poucas memórias me restam do resto da noite. Os MFA, que até têm dois discos bons, debitavam techno-trance xunga a 130 bpms levando a pista, por esta altura já cheia de mongolóides zombie, ao rubro, sendo que o único momento de destaque foi o fantástico tema de breakbeat que lançaram pela B-Pitch, da minha amiga Ellen Alien. Seguiu-se Nelson Flip....

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Meu Deus ... e o inferno de novo abateu-se sobre o Lux....

Enfim, não vou fazer muitos comentários, o pessoal da Sonic terá a sua share aqui no blog brevemente.

Como podem perceber, mais uma quinta-feira brilhante no nosso clube lisboeta preferido. Segue-se Craig Richards.

Até logo
Scar

Wednesday, November 09, 2005

Yeah Baby Yeah! E Algumas verdades...

1 mês, 1000 visitas. O Fratricida tornou-se na Bíblia da blogosfera da música de dança em Portugal. Primeiro objectivo atingido. Estamos orgulhosos.

Todo o fenómeno de popularidade que se gerou em volta do presente blog, todos os burburinhos e comentários que nunca passaram de conversas de café, são, no nosso ponto de vista, fascinantes e até passíveis de serem estudados segundo uma perspectiva antropológica; a quantidade e qualidade das reacções de todos os nossos leitores e os respectivos Comments que cada vez mais vão deixando como resposta aos nossos detestados dizeres, vem, de dia para dia a deixar-nos de boca cada vez mais aberta. Por isso, só temos uma coisa a dizer: "PARABÉNS!" a pessoas como o Paulo Fake Amado ou o genial Ononymous, por se terem conseguido eventualmente libertar das amarras que limitavam o funcionamento de seus cortéxes, e FINALMENTE terem escrito alguma coisa de jeito. Procurávamos algo a que chamamos de TOTAL MAYHEM, um CAOS DE REACÇÕES, o equivalente a um Estádio de Alvalade a gritar pelo Bono no concerto dos U2, pois acreditamos num processo de purgação obrigatório que incitará ao pensamento sobre o estado da nação e à auto-crítica de todos nós, para que finalmente algo de verdadeiramente BOM possa surgir na club scene nacional. Utópico? Provavelmente. Somos orgulhosos adeptos destas tretas e não temos vergonha por isso.

Dalila dizia-me e com razão: "Somos os anti-heróis perfeitos.". Não quero com estas linhas soar messiânico, mas podem acreditar que nos sentimos muito satisfeitos e com o dever cumprido quando lemos comentários aos nossos posts com mais de 300 palavras, porque aí sim, temos PLENA certeza que pusemos alguém a pensar sobre a merda que nós escrevemos. E ainda mais quando são comentários com uma exarcebação de alma, cheios de vontade de saltar do ecrã e darem uma chapada ao leitor, comentários com VERDADEIROS, GIGANTESCOS, e PELUDOS TOMATES. É isso que pretendemos de vós. GRITEM! Caralh*!

Entretanto, continuaremos a mal dizer e escarnecer, a gozar, a mal-tratar, a ridicularizar e a tornar pequeninos muitos de vós. Continuaremos a expressar o nosso descontentamento usando todas as armas verbais ao nosso dispôr. Porque como Dalila disse num dos primeiros posts, há realmente, muitas pessoas erradas a trabalhar nos sítios errados. Pessoas pouco inteligentes que têm nas suas mãos poderes de ordem progressista e que nada fazem por isso, e nada fazem com eles. E se pudermos incitar ou despoletar alguma tipo de mudança, sempre para melhor, nem que seja que tenhamos de cuspir constantemente no nome dessas pessoas, continuaremos a fazê-lo...COM MUIIIIITOOO PRAZER....

Foi fantástico perceber que não estamos sozinhos e que apesar de tudo, há uma verdadeira CENA portuguesa, ainda que, nossa opinião, muito limitada a nível de mecanismos cerebrais. Participem, MAIS! Mas sejam mais controlados na diarreia mental. Gritem, mas com estilo.

Se foram inteligentes o suficiente para perceber este post, serão também inteligentes para perceber quem nós somos (figurativamente), e o que andamos aqui a fazer. E uma coisa podemos garantir: não somos nenhuns newbies que chegaram aqui ante-ontem, como grande parte dos nossos leitores. Quando escrevemos o que escrevemos, sabemos que estamos a tocar na ferida. E com muita razão...


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Que post emotivo.... Acho que vou cagar.

Scar

Monday, November 07, 2005

ELECTROsound Beats

**
ELECTROsound Beats 2005

Dj Vibe
Carlos Manaça
Pedro Tabuada
Miss Sheila
MC Joe
**

Lol.

Sunday, November 06, 2005

I Hate You #1

Tiga... fuck off. A MTV estaria melhor sem ti.

Dalila, zi Powerful.

O Evangelho de S. Scar - Sto. Antonio a sombra da Pereira

...

13:6 - Leu um jovem, Javi, nas costas do rio Tejo, onde o barco de pedra aponta para Almada, um anúncio público a dar a conhecer a quem quisesse, as actuações do Novo Filho de Deus, o segundo Messias. Então pensou: o senhor é bom, e farto nas suas oferendas. O seu cabelo ondulado é como a onda marítima e dele emanam as sagradas vibrações. Nos seus pés encontrais calos, e nas suas costas a corcunda do sofrimento de quem carrega discos, como o anterior Messias carregou a cruz.

14:6 - Num dia de imenso calor disse Melkhi Sedek, o homem na terra a quem todos devem, a Javi : "Em cada ciclo que é marcado pela Lua encontrarás o Novo Filho de Deus, evangelizando no púlpito da igreja de São Manuel de Apolónia, e em três vezes três encontrarás maior número de discípulos do que em qualquer outra noite. E eles serão feios, e hediondos, como os chifres de Lúcifer, usarão argolas de metal nas orelhas, e bonés da Fox, e tal será a sua ignorância que não sabem mais senão assobiar, e acenar a palma da mão para cima.

15:7 - E como se o jovem encontrasse nas palavras do profeta um grande enigma, decidiu inquirir a história popular sobre quem era este filho de Deus, e qual o seu sermão tão convincente, que adeptos de outras religiões como a igreja do Techno de São Miguel, ou da Igreja Sagrada do Progressive da Lua, se curvavam perante ele. Assim começa este evangelho, o testemunho da história do mais esquecido dos profetas, António Pereira.

Em breve a continuação.

Scar

Saturday, November 05, 2005

Minimal Maximal

'De9: Transitions', o novo mega projecto CD+DVD (em orgásmico Surround 5.1) do outrora semi-deus Richie Hawtin saiu a semana passada. Façam um favor a vocês próprios: caguem no élétro-xunga e comprem este disco. Desta maneira poderão aprender, finalmente, alguma coisa sobre boa música electrónica de dança.

*blink* *blink*

Dalila

P.S.: Ah Richie! Mude lá esse corte de cabelo à Facto de uma vez por todas. Preferia o seu velho look de pseudo-intelectual com óculos-de-massa e cabelo rapado, tem muito mais a ver com o geek do Ableton Live que você é. Beijinhos.

Friday, November 04, 2005

No comments...

Olá meninos, a lição de hoje é uma visita guiada às Igrejas sagradas dos evangelistas tribais...

www.djnunobessa.com

Este gajo é Jesus Cristo reencarnado, não? Para variar "as bases são (underground) tribal"...
Tá farto de fazer coisas... porque é que nunca ouvimos falar dele, com tão extenso e pretencioso currículo?

Escuso de falar, não é?

Pior que isto... há outro...

DJ Ric M @ http://www.netdeejay.com/v2/djs.asp

"Ideias Inovadoras e funcionais como esta são da cabeça de génios que tem gosto por o que fazem e por o que nós fazemos. A divulgação é uma parte muito importante na vida do Dj. Obrigado Netdeejay!"

Este já não é Jesus Cristo, mas parece um cruzamento entre Luís de Camões e Sócrates - o mais velhote ... com laivos de João Baião... (obrigado Ric M, a tua opinião conta, e o regozijo da sua partilha é imenso).

E para acabar...
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Last but not least... o cromo de prata... o unicórnio que nenhum homem domina... o Santo Graal dos Djs...

"Foi inaugurado no dia 26.6.2005 a versão 3 do Website do DJ Luigy para comemoração dos 20 anos de carreira com DJ. Um site totalmente renovado a nivel de imagem e conteudo, dentro do estilo Electro Deluxe, totalmente em ingles e virado para o mercado internacional. Conta tambem com a divulgação dos manager´s para a europa e estados unidos como também uma nova galeria, guestbook e links. Contamos com a vossa participação e divulgação dos conteudos do Website."

Dj Luigy

Olha, o que é o estilo élétró déluxe?... Tou pasmo, parece que conheço pouco ou nada de arte - mas isso agora não interessa para nada.
Repare-se : virado para o mercado internacional... é uma lenda viva... afinal o Jim Morrison ainda é vivo e toca house ... élétró deluxe stylee.

Este site tem de ser visto para que se possa acreditar. www.djluigy.com - é o maior! LUIGY Olééééééé!!! O teu irmão Máryo manda abraços, pá. E que bom p'ra ti que tocaste com o Mike Stellar - é alto dj de dark house que dá grade boost à pastilha, tal como o que tu tocas tão bem.


(calma, o evangelho de Santo António - á sombra da Pereira - está no forno... aguardem... quando o fermento tiver actuado sobre a massa que já fiz, posso dar-vos a mostrar).



Arroz xauxauiu

Scar

Thursday, November 03, 2005

Advertência Parental

Aos inestimados leitores assíduos deste lugar de reflexão bélica:

Adverte-se que o conteúdo incluído nos vários artigos é inflamatório e pode causar sintomas graves, como súbitas recaídas alcoólicas, inesperados consumos de drogas pesadas, vontades incontroláveis de voltar a fumar e, em casos não pouco frequentes, tentativas de suicídio.

Ninguém escapa aos olhos que tudo vêm, e nenhum de vós está livre da falta de escrúpulos e ética que nos caracteriza. Pensas que és anónimo, e tocas as tuas foleiradas com impunidade? Desconvence-te, vamos desancar em ti, é só uma questão de tempo.

Adoramos posts de ódio, o nosso objectivo é o de deixar a semente da pouca vergonha vigorar em orgulho, de tal modo que corramos o risco de um dia sermos linchados por uma multidão de dj's enraivecidos, empunhando garfos tridentes, que nos esmaguem os nossos crâneos ácidos com mesas de mistura (com faders ópticos) e partam os joelhos com 1200s.

Contudo, fazemos a salvaguarda: estamos dissimulados, com empregos credíveis e vidas insuspeitas, mas contudo, vidas cínicas. Eu e a minha Dalila, por aí andamos, de crucifixo na mão, sujeitando-nos aos maiores ultrages musicais para vos trazer a crítica ao Demo da falta de bom gosto e da presunção que lavra o panorama nocturno deste país.

Não escaparás pecador... e não escaparás, falso Santo! Por muito boa pessoa que sejas, e por muito que a diplomacia e os sorrisos amarelos com que te disfarças te sejam úteis, não haverá nada no mundo que te deixará impune perante as nossas desconsiderações.

Este blog é mau, este blog é grosseiro, é covarde e é de perigoso e viciante consumo... os que nos odeiam leem-nos com ódio, e os que nos adoram também.

Contudo...

O Amor salvará a humanidade porque Cristo se sacrificou por nós pecadores, e nós (eu e a minha amada) seremos certamente absolvidos no tribunal divino (e aí sim, reside a maior ironia da cristandade). E mais... muitas das pessoas que aqui são sacrificadas em defesa da gargalhada maliciosa merecem todo e mais algum respeito... de todos! Excepto de devassos inconvictos como nós, que não respeitamos senão a ausência de ordem. Liberdade de pensamento tem destas coisas... podemos dizer as borradas que quisermos.

Toda esta conversa evangelista porque devo advertir os meus odiados leitores: na calha escrevo um texto que fará deste blog a casa da desgraça... uns vão vomitar, outros atirar-se-ão das janelas, e tantos outros darão entrada no hospital Júlio de Matos, porque em breve ...

O Apocalipse segundo São Scar : Vibe Vilipendiado

Á poizé! O último dos escritores dos evangelhos apócrifos será aqui levado ao tribunal inquisidor d' «O Fratricida»... Santo António rogai por nós, sob a auspiciosa sombra de uma pereira.

Ficai atentos...

Papa Scar XIII , "O mal-amado"

Bring the noise

A textura do som é algo que muitos substimam... a subtileza do ruído rosa, a agressividade do ruído branco (que por vezes ataca como um clarão nuclear), e a hipnose que se gera com o cruzar de ambos... O ruído das distorções sónicas de guitarras, dá hoje lugar ao ruído na ausencia de melodia, e nasce assim um novo estilo musical . o noise.

Isto poderia bem ser um manifesto de todos os consumidores oculo-de-massa, que ávidamente percorrem as prateleiras das discotecas à procura da electrónica mais fodida que existe: a que por muito pouco quase nem é música. Longe de mim criticar a ânsia pela procura do experimental e desafiante, mas é demasiado frequente sentir que o público que consome estas "coisas", fá-lo como se fossem revelações divinas, sem sequer por um ácido na tola, é todo ele uma manada de bois.

Fariam melhor se, em vez de estarem nos bares pseudo de olhos fechados a ouvir um canal a emitir um silvo por estar inactivo, se calhar arranjassem uma gaja a quem consumir a cloaca como um etíope a devorar um Big Mac. Ou ao contrário, deixarem-se possuír por um segurança de uma casa de strip, dependendo dos apetites.

A falta de foda leva ao atrofio das mentes, que por sua vez leva a uma de duas consequências:

a) ser-se um geek da electrónica experimental (ou jogar Magic, ver os 6 episodios Star Wars, bater punhetas com a Manuela Moura Guedes a apresentar o jornal, etc...)

b) escrever um blog de escárnio, claramente feito como um bode espiatório de problemas infantis mal resolvidos por terapeutas que jogavam Sudoku enquanto os autores desabafavam.

Sendo assim, a coisa não parece tão má. Mas de qualquer maneira... aprendam que o ruído da chuva e o cantarolar dos passaros, pode bem ser reproduzido por qualquer sintetizador analógico, mas nunca será, em si, uma obra criativa... nem que o Duschamp assine um cd com tais ruídos...

Oiçam música... parem com os pretenciosismos... serão melhores amantes, e mais felizes.

Gudebai

Scar

Wednesday, November 02, 2005

Respostas à petizada...

Temos um sabotador entre os nossos leitores... não dormimos confortávelmente há dias e dias, por causa do desrespeito e desprezo pelos quais um tal Paulo Amado nos faz passar. Cada post, uma boca... como somos sensíveis e paneleiros dentro do armário, decidimos fazer queixinha ao resto dos leitores...

O Paulo Amado parece ser dos poucos anormais que não percebeu que este é um espaço de mandar abaixo com pouco ou nenhum nível. Mas isso é de todo coerente com a seguinte alegação "eu não sou do house, do techno ou do electro"...

Pois uma pessoa que estanca assim, num abreviar de três estilos, toda a alegada música de dança, não pode ter senão três solitários neurónios.

Inimigo Paulo: por muito que me apetecesse sugerir que engolisses dois kilos de C4 com um detonador, para depois experimentares rebolar abaixo de uma das montanhas da Serra da Estrela, para ver se a tua anatomia se dispersava por Portugal fora... não o vou fazer. Vou antes alegar que é precisamente para tipos mal dispostos, com pouca ou nenhuma frequência de práctica sexual e certamente sem qualquer curiosidade musical que transcenda Chus & Ceballos, como tu mesmo, que eu escrevo estas linhas de puro mau gosto e maldade. Se fosses capaz de te rir um pouco, como a maioria das pessoas que nos lê (relativisando a pouca ou nenhuma importancia do que escrevemos), talvez tivesses menos ideações suicidas.

Contudo, vou por breves momentos agir como um fazedor do Bem, e vou deixar-te caminhos para a iluminação (deixo estes, mas podia deixar outros...) :

Sem ordem de preferência...

House - Larry Heard

Techno - Juan Atkins

(real) Elétró - DMX Crew

Entre o techno tribal do norte da Europa, e o house chunga da Subliminal, cruzados pela pura parvoíce da cena clash... só se intercalam enormes quantidades de estrume. Já alguma vez ouviste algo que não se inclua nesses contextos? Pois, aí tens boas soluções para a tua tacanhez...

Ame-se MÚSICA! e não rótulos, nem gavetinhas. Puta que pariu a ignorância! E se por acaso, até conheces bem a música recomendada pelo tio, então não faças caso de toda esta agressão à tua pessoa, porque substituo-a por outra... DESCONTRAI CARALHO! Não leves isto a sério, e deixa-nos usufruir da nossa estupidez, balle?

Scar

I Love You #2

Carl Craig ... és o meu melhor amigo imaginário.

xxx

Auzzzmiuzik

De entre os milhões de estilos e sub-géneros que a música oferece, parece-me particularmente curioso insultar os "artistas" que acertam batidas de discos de Auzzz. Ou de Auzzzmiuzik, como parece que o pessoal gosta mais de dizer, aqui na Bimbolândia.

Quem não achou estranho descrições no cotonete, ou na dance club do trabalho de dj X ou Y que se colocam nos seguintes termos:

Entrevistador : Então, ó Quim Manel, e qual é o teu estilo de música?

Dj X ou Y : É pá, eu sou extremamente ecl... eclétlico ... atlétlico?... Quer dizer, passo um pouco de tudes... vou do épiauzzz ao 'árdauzzz, as vezes mais comercial, mais v'cal... passando pelo dipauzzz e pelo electro, mas eu é mais é tribálauzzz, quando o publico deixa, nés?...

Avé Maria, livrai-nos do prego, não é? Se querem saber como misturar Auzzz leiam atentamente as dicas do avô Mig.L na danceclub.

Temos o avô Mig.L zangado:
"Caro DJ X ou Y, a tua demo foi muito dispersa, sem sentido musical, e não distingues uma batida de uma poia de dinossauro. Parece impossível que equalizes as frequências graves abaixo dos 8db antes de esperares 4 tempos, pra depois puxares os agudos do canal que entra (ao minuto 23, segundo 6) sem pudor, quando o pico de volume cresce até picar durante 0.023 segundos."

Ou então o avô Mig.L compreensivo:
"Puxaste o fader muito depressa para baixo... e ficaste sem som na pista, e notou-se... porque demoraste 30 segundos a subir aquilo outra vez... MAS não te preocupes, a perfeição é só uma questão de prática."

Talvez seja mais importante instruír esta gente toda sobre o que distingue boa música do lixo que tocam, do que explicar a teoria da relatividade aplicada ao dijeiingue.

Assim, o avô será certamente o primeiro a ficar desempregado desta coluna - parece que a definição bom/mau techno nunca realmente se lhe iluminou... e a coisa para ele está preta... parece o cruzar entre um Jabba The Hutt com o George Constanza ... com uma cabeça habitada pelo esporádico pelito inocente, outrora digno do substantivo "cabelo". É lindo ver uma personagem destas a debitar techno a 150 bpms, como um doido varrido. Agora que disse isto, acho que ele poderia bem ser o Renfield, no próximo Drácula... substituindo Tom Waits.

Oremos...

Mai Auzzz is ióre Auzzz and iórAuzzz ize maine.

Scar